É possível fazer uma viagem dos sonhos gastando muito menos do que você imagina.

Há pouco tempo fizemos nossa primeira viagem tipo mochilão.

Nunca haviamos mochilado antes para o exterior, então não sabíamos exatamente como fazer o planejamento ou quanto custaria uma viagem mais longa.

Na verdade isso era algo que parecia ser quase impossível de ser realizado.

Sempre ouvíamos falar que viagens são tão caras, principalmente nas agências de viagens, que uma viagem de 15 dias para o exterior pode custar o valor de um carro popular.

Conheça aqui como tudo começou.

Segundo o Wikipedia a definição de mochileiro é: viajante de baixo custo e independente.

Mas na prática, viajar de mochilão é uma experiência muito maior que isso.

Para nós, mochileiro é aquele que prefere economizar em alguns pontos para poder aumentar seu numero de experiências, sejam elas o tempo de viagem, o número de lugares a ser visitado, o número de atrações turísticas, dependendo do perfil de cada um.

O mochileiro é um viajante em busca de MUITAS experiências que aprendeu a gastar dinheiro com inteligência, apenas com o que REALMENTE importa.

Nesse post vamos te ajudar com algumas dicas de como planejar um de mochilão com excelente custo-benefício.

Com a ajuda da internet e de poderosas ferramentas (Lonely Planet, Triposo, Skyscanner, Google Trips) e com muita paciência é possível criar um mochilão, calculando os gastos diários em todos os países do mundo com uma assertividade enorme.

Podendo assim transformar sonhos de viagem em experiências de vida sem gastar muito.

Claro, é preciso fazer muitas pesquisas e se informar bastante enquanto faz os planos.

Pode ser demorado e requer bastante atenção, mas com certeza o trabalho vale muito à pena e você vai economizar muito!

Escolhendo os países

Mochilar não quer dizer que você não terá conforto em sua viagem.

Por exemplo, durante um mochilão, passamos 3 noites em um resort 5 estrelas na Peninsula do Sinai (por sinal um lugar lindo), pagando mais barato que paguei por um Hostel no Cairo.

É só uma questão de planejamento e aqui vai uma dica essencial:

Intercale na sua viagem países com moedas mais baratas e mais caras (começando e terminando com as mais baratas).

Há muitos países maravilhosos que possuem cotação baixa da moeda, tornando possível um mochileiro com orçamento definido ter um momento de luxo, podendo aproveitar hotéis maravilhosos ou restaurante muito bons a preços muito baixos.

Conheça nosso choque cultural na Holanda.

Hospedagem

Existem três itens iniciais para se filtrar uma pesquisa de acomodação, são eles:

LOCALIZAÇÃO, LOCALIZAÇÃO, LOCALIZAÇÃO!

Depois disso conforto, limpeza e preço, afinal não adianta pagar barato em um local onde se tem que pegar táxi para ir a qualquer lugar ou que você não consiga dormir bem.

Algo que sempre levamos em consideração é se o hostel tem o café da manhã incluído e se tem cozinha disponível. Isso ajuda muito!

Conheça aqui nossa historia com um taxista no egito.

É importante saber intercalar entre hotéis e hostels, dependendo da cotação da moeda do país que você vai.

Para uma viagem de mochilão longa, uma noite de sono bem dormida significa muito!

Em países que possuem moedas caras como euro ou libra, é uma excelente ideia se hospedar em um hostel (pesquise uma boa localização e leia a avaliação de outros hóspedes no em plataformas como o TripAdvisor, Booking e redes sociais).

Nós já tivemos excelentes experiências em quartos compartihados, muitos deles são baratos, limpos, confortáveis e bem frequentados.

Nunca tivemos problemas e já conhecemos pessoas agradáveis que podem ser ótimas para trocar experiências e até fazer novas amizades.

Lembrando que hostels normalmente têm quartos privados também, então se te incomoda a ideia de compartilhar um quarto, pesquise sobre isso, pode se encaixar para você.

Uma outra opção, é o HelpX ou Workaway, onde se tem acesso à acomodações no mundo inteiro por troca de trabalho voluntário.

É uma excelente opção para economizar em hospedagem se deseja ficar mais de 1 semana em uma cidade e ter experiências de trabalhar no exterior.

Veja aqui 15 dicas para não esquecer na mala (mas ninguém nunca fala)

Alimentação

Outra dica importante é explorar diferentes opções de alimentação.

Em todos os países há opções de comidas de rua e fast foods de pratos típicos que são baratos e colaboram para uma experiência completa dentro de uma nova cultura.

Por exemplo, com $0,50 (sim, 50 centavos de dolar)  é possível fazer uma refeição no Egito em restaurantes típicos que servem Koshari (o pf dos egípcios).

É muito bom!

Use o TripAdvisor, principalmente se você estiver em um local de procedências duvidosas e você pode ter dicas de restaurantes próximos de onde estiver, com opiniões que podem te ajudar muito a escolher o melhor custo beneficio.

Outra opção é se informar no seu hostel sobre restaurantes locais bons e baratos nas redondezas

Mas isso geralmente funciona se você já sabe o que quer comer, porque eles geralmente não são lá muito criativos.

Transporte

Resultado de imagem para crossroadEm nossa última viagem, fizemos uma descoberta que nos fez economizar em torno de 20% em
passagens aéreas.

Descobrimos (fazendo muitos testes) que organizar a ordem dos países em sentido horário ficava mais barato do que viajar no sentido anti-horário.

Portanto, pesquise essas variáveis antes de decidir as ordens dos países a serem visitados, e com uma certa folga (lembre-se que em um mochilão deve-se ter liberdade para fazer o que quiser).

Além disso, veja outras possibilidades de viagem, como trem, ônibus, balsa e ate táxi, assim você pode economizar ainda mais e ter outras experiências de viagem.

Para se locomover dentro das cidades, costumamos dar preferência para o transporte público, assim nos sentimos mais independentes e dentro da rotina do país.

Em muitos lugares há passes que duram 24hrs ou até 1 semana.

Você paga apenas um valor e não precisa se preocupar em gastar mais com transporte (costuma funcionar em todos os meios de transportes públicos – se informe em cada destino).

Você pode também pegar táxis, mas na maioria dos países há fraudes: eles não ligam o taxímetro e acabam cobrando o quanto querem.

Portanto, se for pegar um táxi, combine o valor antes de entrar no carro (se possível, pergunte o preço médio da corrida na recepção do hotel), quanto mais informado você tiver, melhor será a sua experiência.

Segurança

Consideramos o acesso à internet como primordial em uma viagem para o exterior.

Uma dica importantíssima é comprar um chip de celular em cada país que você for.

Mas nunca compre no aeroporto, o preço chega à ser 100% maior do que em uma loja de rua.

Por exemplo, no Egito, compramos um chip com 7GB de internet e 50 minutos por 7 dólares (existiam planos menores e mais baratos, mas como iria ficar quase 3 semanas no país, escolhemos o segundo maior pacote), no aeroporto era 35 dólares um plano menor do que pegamos.

Sempre tenha gravado no celular o telefone de emergência do país que está, alguns países dispõe de polícia turística, algo que pode ajudar muito em alguma situação que saia do controle.

E você, qual dica nos daria? Fale para nos nos comentários!

Quer saber como tudo começou? Clique aqui!

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